Burnout: O que é e como evitar

Burnout: O que é e como evitar

Também chamado de Distúrbio de Esgotamento Profissional, o Burnout é um termo em inglês que se refere a algo que parou de funcionar por falta de energia.

 

Você já deve ter ouvido falar no termo workaholic, que nada mais é do que aquela pessoa viciada em trabalho. Mas você sabia que isso pode desencadear uma síndrome conhecida como Burnout?

Segundo o ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), cerca de 30% dos profissionais do país sofrem com essa condição. Sua causalidade pode ter origem de várias formas, podendo ou não ser agravadas por problemas pessoais, mas sua relação é exclusivamente ligada ao trabalho.

Para entender o que é e como evitar o Burnout, não deixe de conferir este artigo.

 

O QUE É BURNOUT?

Também chamado de Distúrbio de Esgotamento Profissional, o Burnout é um termo em inglês que se refere a algo que parou de funcionar por falta de energia. É um distúrbio psíquico originado pelo estado de estresse e tensão emocional causado por condições de trabalho desgastantes, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas.

“Descoberto” em 1974 por Freudenberger, em autoanálise, e cunhado nos anos 1980 pela pesquisadora americana Maslach, é um problema que atinge de forma direta a saúde de pessoas que dedicam-se de forma mais exaustiva e intensa àquilo que se prestam a fazer.

Aqui se enquadram profissionais da área da educação, saúde, segurança pública, grandes empresas e etc, inclusive concurseiros que passam dezenas de horas semanais estudando. Mulheres com dupla jornada também podem desenvolver.

 

QUAIS OS SINTOMAS DE BURNOUT?

Dentre os sintomas psicossomáticos, é importante destacar alguns deles:

  • Ausência no trabalho;
  • Agressividade, irritabilidade e isolamento;
  • Mudanças de humor;
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
  • Ansiedade, depressão e baixa autoestima;
  • Aumento no consumo de álcool, cafeína, cigarro e ou outras drogas;
  • Falta de apetite e libido.

Sintomas físicos também costumam aparecer, dentre eles:

  • Dor de cabeça e dores musculares;
  • Cansaço, sudorese excessiva e palpitações;
  • Pressão alta e insônia;
  • Crises de asma;
  • Distúrbios gastrointestinais.

Perceba que os sintomas são muito parecidos com os de estresse, depressão e ansiedade, porém há alguns outros passos que você pode conferir e podem orientar na identificação da doença. São eles:

  1. Necessidade extrema de demonstrar seu próprio valor no ambiente de trabalho. É aquele momento em que você passa a aceitar realizar todas as tarefas cabíveis ou não às suas responsabilidades. Esse excesso de trabalho acaba levando ao próximo item.
  2. Se desligar do trabalho se torna algo impossível, porque você quer tanto mostrar seu valor e se atola tanto de trabalho, que muitas vezes esquece que suas funções precisam ser ligadas somente à empresa. O trabalho se torna prioridade.
  3. A negação das próprias necessidades vem com essa priorização do trabalho. Sua vida pessoal vai ficando cada vez mais de lado.
  4. Fuga dos conflitos. Independentemente de serem conflitos pessoais ou ligados ao emprego, você vai preferir se afastar.
  5. Valores pessoais são deixados de lado e isso está intimamente ligado ao item 3. Tudo aquilo que antes era uma prioridade ou um gosto seu se torna obsoleto. Sua autoestima cai e os cuidados pessoais também.
  6. O aumento da intolerância para com seus colegas pode vir em resposta ao item anterior. Afinal, se você está dando o melhor de si no trabalho, por que então eles parecem tão irresponsáveis e fazem corpo-mole?
  7. Distanciamento da vida social. Sem os cuidados pessoais e as frustrações colhidas causadas pelo excesso de trabalho, você se afasta de amigos e companheiros, podendo surgir o aumento no consumo de álcool e drogas.
  8. Com isso, as mudanças no comportamento são cada vez mais notáveis. De alegria súbita à uma forte introspecção. De empatia à uma irritabilidade desmedida. Essas mudanças de humor geram comportamentos desconexos com o que o funcionário normalmente apresenta.
  9. Com essas mudanças, o desempenho do trabalho pode acabar decaindo, torna-se mais insensível e passa a não enxergar mais os próprios valores e dos colegas. Afinal, a frustração e a autocobrança são tamanhas, que não vê mais o que tem de bom a oferecer.
  10. Em muitos casos, isso gera um vazio interno, o que faz com que recorra ainda mais ao uso de drogas, lícitas ou ilícitas, ou a compulsões alimentares e sexuais.
  11. Em resposta a tudo isso, surge a depressão.
  12. Com a falta de controle, vem o colapso físico e mental.

Não significa que com todo mundo acontecerá exatamente desta forma. Alguns casos podem pular alguns itens/fases. Afinal, cada um lida com informações externas e internas de formas diferentes.

A questão é que são sintomas que comumente aparecem em diversos casos de Burnout, que podem se desenvolver de diferentes formas, em diferentes tempos. Por exemplo, podem levar anos até que a pessoa desenvolva a síndrome, uma vez que internaliza todos os problemas e frustrações.

E, sim, frustração é um dos motivos que leva ao distúrbio. Quando o funcionário dá tudo de si no trabalho e não vê gratidão, estímulo ou ainda menos uma possibilidade de promoção, sem contar possíveis discussões com colegas e chefias, o mesmo se frustra.

Com isso, seu trabalho se torna mecânico, sem emoção, e a qualidade e desempenho tendem a cair. O colaborador se torna intolerante, crítico, desatento e, neste momento, a imunidade tende a cair. Assim, sintomas físicos podem começar a aparecer.

 

COMO IDENTIFICAR O BURNOUT

A identificação por si só é um pouco difícil, uma vez que os sintomas se confundem com os de outros problemas psicossomáticos. Portanto, é necessário consultar um médico clínico, que poderá fazer o diagnóstico com base no histórico do paciente, os problemas que estão lhe incomodando e seu envolvimento no trabalho.

Todo o tratamento, desde a consulta com o clínico geral, pode ser feito pelo SUS, bastando procurar a Unidade Básica de Saúde da sua região. Quando identificado, o tratamento inclui uso de antidepressivos, psicoterapia e, em casos graves, até o afastamento do trabalho pelo INSS.

 

COMO EVITAR O BURNOUT

Acredita-se que, ao atingir o Burnout, não há como curá-lo de vez, apenas controlá-lo. Por isso, antes disso acontecer, é importante manter uma vida equilibrada, tanto na saúde física, quanto na mental e emocional.

  • Praticar exercícios físicos cotidianamente;
  • Ter boas noites de sono;
  • Alimentar hobbies;
  • Reorganizar horários e espaços físicos;
  • Ter mais momentos de lazer;
  • Nutrir relacionamentos saudáveis, seja romântico ou fraterno;
  • Balancear a alimentação;
  • E evitar o excesso de café, álcool e nicotina.

Já no trabalho, a dica é: se algo estiver causando incômodo, fale com seu gestor. O apoio é fundamental tanto para evitar o desenvolvimento da síndrome de Burnout, quanto durante o tratamento.

No mais, fique atento se você for concursando. Afinal, muitos precisam trabalhar além de estudar. Estipule horários e momentos de descanso para evitar uma sobrecarga mental. Além de te ajudar a ter foco no momento em que estiver trabalhando, também ajudará a focar no momento de estudo.

Gostou de se aprofundar nesse tema? Então, deixe um comentário abaixo. Continue navegando pelo Blog do VIPJUS para conferir todas as novidades do mundo dos concursos!

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